Vendedor Mocinha de Baile

Muitos vendedores não querem ter trabalho, assumir riscos, escutar “nãos”, pagar “mico”, irem além do óbvio, correr atrás!

Os chamo de vendedores mocinhas de baile.

Querem ficar sentados, bem arrumadinhos, sorriso no rosto, carinha de inocente. Até tem seu charme, mas não querem tomar a iniciativa. Esperam que o cliente os chame para “dançar”, escolha a música, conduza a dança das “vendas” e eles só vão acompanhando.

Se a venda não aconteceu eles nunca assumem alguma responsabilidade, “dancei direitinho, como o cliente queria, não sei o que aconteceu” eles dizem.

Aconteceu o que acontece em muito baile, a mocinha fica esnobando e acaba sozinha no final da festa.

Vendedor tem que ser protagonista! Tem que ter coragem de olhar o salão, escolher seu par, tirar para dançar na música certa, encantar, arriscar alguns passos e conquistar o cliente.

É sua responsabilidade assumir a iniciativa, tomar a dianteira, ser mais provocativo e conduzir a venda!!!

 

Um negócio que só cria dinheiro é um negócio pobre!

Em função de minha atividade na busca e prospecção de novos mercados e novos negócios, frequentemente faço visitas a vários tipos de clientes em todo o Brasil. Dos grandes aos médios, passando pelos pequenos e micros. Nesta jornada, percebi que, há cerca de 10 anos, muitas dessas empresas criaram suas visões, missões e valores, e ainda boa parte delas comunica isso nas paredes de suas salas de reunião ou halls de entrada.

A sensação quando se entra nesses ambientes é muito agradável, visto que é uma mensagem não só aos visitantes, mas aos funcionários que transitam todos os dias, às vezes em vários momentos do dia. Percebo um tom até romântico nessas “falas”.

Contudo, em algumas ocasiões, apenas por curiosidade, pergunto aos colaboradores que passam: “qual a missão de sua empresa?” A maioria não consegue responder sem olhar.

Claro que missão, visão e valores servem para nortear as ações das organizações e são fundamentais na gestão dos negócios. Por vezes, a missão não está escrita em nenhum lugar, contudo a cultura da empresa contempla as melhores práticas, proporciona experiências de compra agradáveis aos clientes e ambientes saudáveis que tornam os colaboradores felizes – consequentemente gerando empresas de sucesso.

Mas o sucesso é ‘apenas’ o valor de Ebtida? O sucesso é medido pelo preço dos papéis na bolsa? O sucesso representa o “PPR” que se ganha todo o ano?

Você, leitor, consegue perceber onde cada um dos colaboradores contribui para o “trabalho/receitas” cada vez mais exigidas? Será que contribuir com ações ligadas à sua missão, visão e valores pode proporcionar ainda mais satisfação aos clientes?

Fica aqui uma mensagem do grande líder e empreendedor Henry Ford: “Um negócio que só cria dinheiro é um negócio pobre”.